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Todas as secretarias da prefeitura, a exemplo da Secretaria de Agricultura, ainda trabalham continuamente para recuperar estradas e atender a população mais afetada.
Durante entrevista em uma das rádios de Campina Grande, o secretário municipal de Agricultura, Kleyber Nóbrega, destacou que as chuvas que caíram no Município, no mês de abril de 2026, foram superiores à pluviometria ocorrida em abril de 2011, quando a cidade foi totalmente invadida pelas águas daquela época. Segundo Kleyber, apesar da precipitação chuvosa que caiu nas áreas urbana e rural do Município ter sido fora do padrão dos últimos 15 anos, todas as secretarias da Prefeitura, a exemplo da Secretaria de Agricultura, ainda trabalham continuamente para recuperar estradas e atender a população mais afetada.
De acordo com Kleyber, só no mês de abril do corrente ano choveu 880,9 mm, montante superior ao mesmo período dos últimos 15 anos. O secretário ressalta que Campina Grande só recebeu na última década um montante de chuva assim em abril de 2011, quando choveu 861,6 mm, segundo dados pluviométricos aferidos pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e pela AESA – Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba.
O secretário destacou que as chuvas são sempre bem-vindas para nossa região e, em especial, para todo o Nordeste, tendo em vista que possibilitam ao homem e à mulher do campo que possam plantar diversas culturas em nosso perímetro rural, a exemplo do feijão, milho, melancia, hortaliças, jerimum, e, em especial, a fava, que se destaca no distrito de Galante, elevando a localidade como uma das maiores produtoras do grão no Brasil. A comunidade Massapê, no distrito de Galante é um dos maiores polos produtores de fava e sementes do estado, elevando o distrito como referência nacional por preservar bancos de sementes tradicionais.
Mesmo diante do grande volume de chuva que afetou algumas estradas da zona rural, a Prefeitura de Campina Grande, por meio da Secretaria de Agricultura, tem recuperado as estradas vicinais, por meio de sua patrulha mecanizada, patrolando e repondo toneladas de material para reparo e reconstrução dos pontos mais críticos e vulneráveis da zona rural. Além de todo o maquinário utilizado para recuperação das estradas, a Secretaria de Agricultura tem realizado gratuitamente o corte de terra, beneficiando os pequenos produtores dos distritos da cidade.
“Só na semana passada, a Seagri tinha beneficiado gratuitamente mais de 535 famílias, nos distritos de Galante, São José da Mata e Catolé de Boa Vista, chegando a um total contabilizado de 1.070 hectares de terra cortada, deixando a terra pronta para receber a semente e colher as bênçãos”, destacou o secretário. De acordo com Kleyber, atualmente a Secretaria de Agricultura está disponibilizando 10 tratores exclusivamente para o corte de terra.
O serviço da Seagri na zona rural é contínuo, pois, durante esse período chuvoso, são cortadas terras para o agricultor plantar. Após a colheita, já em meados de setembro e outubro, é realizado o serviço de silagem. “A silagem é um processo de conservação de forragem verde (como milho, sorgo ou capim) por meio de fermentação na ausência de ar. É amplamente utilizada na pecuária para alimentar ruminantes, garantindo alimento de qualidade durante os períodos de seca ou entressafra”, destacou.
Segundo dados da Seagri, só em 2025, as máquinas da prefeitura produziram mais de 5 milhões de quilos de silagem para armazenamento nos distritos de São José da Mata e Catolé de Boa Vista e Galante, beneficiando centenas de famílias.
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