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Central de alimentos abastecer√° cozinhas no Rio Grande do Sul

Central de alimentos abastecer√° cozinhas no Rio Grande do Sul


AGÊNCIA BRASIL

Movimentos sociais e organiza√ß√Ķes da sociedade civil do Rio Grande do Sul institu√≠ram uma central de abastecimento para coletar e distribuir alimentos para as cozinhas solid√°rias que atuam no estado no contexto da emerg√™ncia clim√°tica.

A iniciativa, lan√ßada nessa sexta-feira (24), no Sindicato do Metal√ļrgicos, em Porto Alegre, funcionar√° no mesmo local visando garantir que todas as cozinhas, que hoje atendem abrigos v√≠timas das enchentes, sejam abastecidas regularmente.¬†

A estrat√©gia tamb√©m visa assegurar que doa√ß√Ķes cheguem nas cozinhas e nos pontos populares de alimenta√ß√£o em quantidade, qualidade e variedade conforme √†s necessidades. Al√©m de dar o destino adequado para as doa√ß√Ķes, a estrat√©gia combater√° o desperd√≠cio de alimentos.

N√ļmeros

‚ÄúN√≥s estamos falando de algo em torno 400 cozinhas solid√°rias comunit√°rias [atuando no Rio Grande do Sul]. Esse potencial, hoje, sem d√ļvida nenhuma, j√° passa em torno de 40 mil refei√ß√Ķes di√°rias. De pratos de comida feita, seja no caf√© da manh√£, seja no almo√ßo, no caf√© da tarde e no jantar‚ÄĚ, explica Juliano de S√°, coordenador do F√≥rum Estadual de Seguran√ßa Alimentar e Nutricional do Rio Grande do Sul.

Porto Alegre (RS), 24/05/2024 ‚Äď CHUVAS RS- COZINHA SOLID√ĀRIA - Correios faz parceria com cozinhas solid√°rias para distribui√ß√£o de alimentos em Porto Alegre. Foto: Rafa Neddermeyer/Ag√™ncia Brasil
Porto Alegre (RS), 24/05/2024 ‚Äď CHUVAS RS- COZINHA SOLID√ĀRIA - Correios faz parceria com cozinhas solid√°rias para distribui√ß√£o de alimentos em Porto Alegre. Foto: Rafa Neddermeyer/Ag√™ncia Brasil

Parceria com cozinhas solidárias para distribuição de alimentos tem apoio dos Correios  foto РRafa Neddermeyer/Agência Brasil

As organiza√ß√Ķes envolvidas far√£o parte de um conselho gestor que tratar√° da regula√ß√£o da distribui√ß√£o das doa√ß√Ķes para assegurar que as comunidades na ponta sejam permanentemente abastecidas.

Rog√©rio Dallo, um dos fundadores do movimento A Fome Tem Pressa, em Porto Alegre, v√™ com entusiasmo a iniciativa. “Essa central de distribui√ß√£o tentar√° mapear os estoques e organizar as ofertas, abastecendo as regi√Ķes”, argumenta.

Em todo o Rio Grande do Sul, quase 64 mil pessoas est√£o em abrigos e mais de seiscentas mil est√£o fora de suas casas. ‚ÄúHoje, por exemplo, desde segunda-feira, n√≥s estamos todos os dias alimentando Sarand√≠. L√°, temos mutir√Ķes, tem mais de quinhentas fam√≠lias voltando, limpando casas e elas n√£o t√™m jeito de fazer comida nas casas. Ent√£o, a gente tem estabelecido uma rotina, n√≥s botamos 250, 280 marmitas, mais um grupo complementa com mais 100, e a tardezinha com mais 300 sandu√≠ches‚ÄĚ, explica Dallo. ¬†

Apoio federal

Para enfrentar o desafio da logística, os movimentos buscam parcerias para que, da central, os alimentos possam chegar na ponta. Por causa disso, a Secretaria Extraordinária de Apoio à Reconstrução do Rio Grande do Sul, do governo federal, fechou uma parceria com os Correios, que vai usar oito bases na região metropolitana de Porto Alegre para escoar os estoques da central para as cozinhas na ponta. 

Outra iniciativa – articulada pela Secretaria Geral da Presid√™ncia da Rep√ļblica e pelo Minist√©rio de Minas e Energia – assegurou a distribui√ß√£o de g√°s de cozinha, de forma regular, pelos pr√≥ximos tr√™s meses, para 269 cozinhas solid√°rias em todo o estado.