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As chuvas que atingem o Nordeste deixaram ao menos oito mortos e mais de três mil pessoas desabrigadas ou desalojadas na Paraíba e em Pernambuco. O governo da Paraíba decretou estado de calamidade pública após os temporais acumularem em apenas quatro dias o volume de chuva previsto para o mês inteiro.
Em Pernambuco, o número de mortos subiu para seis. O mais recente óbito foi confirmado na manhã deste sábado: um bebê de um ano e seis meses socorrido após um deslizamento de barreira no bairro Dois Unidos, no Recife. A mãe da criança, de 24 anos, e o irmão, de 7 anos, também morreram no mesmo deslizamento. O pai foi resgatado com vida e segue internado.
Em Olinda, outra barreira atingiu três casas e matou uma mulher de 20 anos e seu filho de seis meses. Cinco pessoas foram resgatadas com vida no local.
A Prefeitura do Recife disponibilizou 15 abrigos com mais de 1.700 vagas, quase todas já ocupadas. O Corpo de Bombeiros de Pernambuco resgatou 489 pessoas ilhadas desde o início das chuvas.
A governadora Raquel Lyra anunciou medidas emergenciais em conjunto com o Governo Federal, que enviou uma equipe da Defesa Civil Nacional ao estado.
Na Paraíba, rios transbordaram e deixaram comunidades ilhadas e famílias desabrigadas. Em Santa Rita, na região metropolitana de João Pessoa, o Rio Paraíba subiu quatro metros e invadiu casas e comércios.
Em João Pessoa, os alagamentos afetaram o abastecimento de água. A quase 100 quilômetros da capital, em Guarabira, dois homens morreram eletrocutados na sexta-feira enquanto montavam uma estrutura para uma corrida de rua em homenagem ao Dia do Trabalhador.
A Defesa Civil da Paraíba registra quatro mortos, cinco feridos, mais de mil desabrigados e mais de mil desalojados.





