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O MinistĆ©rio PĆŗblico da ParaĆba ajuizou uma ação civil pĆŗblica para obrigar a Prefeitura de JoĆ£o Pessoa, o Governo da ParaĆba e a SuperintendĆŖncia de Administração do Meio Ambiente a adotarem medidas urgentes contra o risco de deslizamentos na Barreira do Cabo Branco, em JoĆ£o Pessoa. A ação pede decisĆ£o liminar com multa diĆ”ria de R$ 10 mil em caso de descumprimento.
Segundo o MPPB, hÔ risco iminente à população devido à instabilidade da falésia, com possibilidade de desabamentos que podem atingir moradores, turistas e pessoas que circulam na Ôrea.
Medidas urgentes solicitadas
Entre as principais ações requeridas estão:
- Isolamento total das Ć”reas crĆticas em atĆ© 15 dias, para impedir acesso de pessoas e veĆculos
- Interdição de trechos com risco de desabamento
- Apresentação de um Plano de Recuperação de Ćrea Degradada (Prad)
- Obras de contenção da encosta e melhoria da drenagem
- Recomposição da vegetação nativa
- Intensificação da fiscalização ambiental
Além disso, o Ministério Público cobra a criação de um sistema permanente de monitoramento e a apresentação de relatórios periódicos sobre a evolução da Ôrea.
Risco contĆnuo e omissĆ£o apontada
De acordo com a ação, o problema na Barreira do Cabo Branco Ć© antigo e progressivo, agravado por fatores como ocupaƧƵes irregulares, desmatamento, queimadas e descarte de resĆduos.
O MPPB destaca que, ao longo dos anos, as medidas adotadas pelos órgĆ£os pĆŗblicos foram consideradas paliativas e insuficientes, o que teria contribuĆdo para o agravamento da situação.
PossĆvel indenização por danos coletivos
Na ação, o Ministério Público também pede a condenação dos órgãos por danos morais coletivos, em valor a ser definido pela Justiça, além da confirmação das medidas emergenciais.
Objetivo da ação
O objetivo, segundo o MPPB, é garantir a proteção da população e a recuperação ambiental da Ôrea, considerada uma das mais importantes do litoral paraibano.





