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Saiba quem eram as vítimas de choque elétrico em corrida em Guarabira

Saiba quem eram as vítimas de choque elétrico em corrida em Guarabira

PARAIBA.COM.BR

Dois homens morreram após sofrerem choque elétrico na manhã desta sexta-feira (1º), momentos antes da largada de uma corrida de rua em Guarabira, no Brejo paraibano. As vítimas foram identificadas como Washington Gonçalves de Souza, de 42 anos, e Antônio Felipe da Silva Júnior, de 36 anos. As causas do incidente seguem em investigação.

Washington Gonçalves de Souza, de 42 anos, era organizador da Corrida do Trabalhador e morava em Guarabira. Ele atuava como corretor e empresário, sendo proprietário de uma cafeteria na cidade. O evento, segundo participantes, estava em sua segunda edição. Washington deixa esposa e dois filhos.

Em nota, a Prefeitura de Guarabira lamentou a morte e destacou o legado do organizador. Segundo o município, ele foi responsável por transformar a corrida em uma tradição local, incentivando o esporte, a saúde e a integração social.

Já a segunda vítima, Antônio Felipe da Silva Júnior, de 36 anos, morava em Remígio e estava na cidade a trabalho. Ele era professor da rede pública estadual e municipal e também atuava com cronometragem de corridas de rua. Conhecido como “Tony”, era casado e não tinha filhos.

A Prefeitura de Remígio também divulgou nota de pesar, manifestando solidariedade aos familiares e amigos do professor.

O incidente aconteceu minutos antes do início da corrida. De acordo com a Polícia Militar, havia água empoçada no local, e testemunhas relataram que um fio energizado em contato com a estrutura metálica pode ter provocado a descarga elétrica. Chovia forte no momento.

Imagem: Reprodução / TV Arapuan

Um participante afirmou que sentiu choque ao tocar uma grade e tentou alertar o organizador. Durante esse momento, as vítimas acabaram sendo eletrocutadas. A área foi isolada com apoio do Corpo de Bombeiros para evitar novos acidentes.

A Energisa informou que o caso pode ter sido causado por uma ligação clandestina, que teria energizado estruturas metálicas do evento. A empresa reforçou que instalações provisórias devem seguir padrões técnicos de segurança.

Uma perícia foi realizada, e o caso segue sendo investigado pelas autoridades.

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