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Trabalhadores denunciam abordagens violentas na Cracol√Ęndia, em SP

AGÊNCIA BRASIL

Trabalhadores do Reden√ß√£o na Rua, da prefeitura de S√£o Paulo, que realiza atendimentos de sa√ļde e assist√™ncia social a usu√°rios de subst√Ęncias psicoativas da regi√£o da Cracol√Ęndia, no centro da cidade, denunciaram abordagens violentas e agress√Ķes por parte da equipe de trabalho externo do Servi√ßo de Cuidados Prolongados (SCP), realizado pela Associa√ß√£o Filantr√≥pica Nova Esperan√ßa (AFNE).

O SCP são equipamentos que integram o programa municipal Redenção e contam com duas unidades, uma no centro e outra na zona norte da capital.

Segundo carta aberta divulgada nessa sexta-feira (10), a equipe do SCP respons√°vel por abordar e internar os usu√°rios tem atuado ‚Äúde maneira violenta, com barganhas (pagando corote, comida e refrigerantes) e sem sucesso, pois os usu√°rios que s√£o internados, retornam ao territ√≥rio e ao seu uso de forma nociva‚ÄĚ. A den√ļncia diz ainda equipe √© a mesma que j√° agrediu usu√°rios na cena de uso.

O grupo repudia tamb√©m a demiss√£o da gestora Andrea Cristina Guerra, al√©m dos gerentes Anderson Mateus Costa de Assis e Ludmila Gabriel. ‚ÄúEssas sa√≠das refletem que a abordagem manicomial e interna√ß√Ķes compuls√≥rias sem ordem judicial s√£o realidades nos dias de hoje, os ‚Äėpoderosos‚Äô colocaram a Lei 10.216 no bolso e est√£o atuando dentro do SUS de maneira livre, expondo, agredindo e violando direitos de pessoas que realmente precisam do cuidado em sa√ļde‚ÄĚ, diz a carta. A lei citada disp√Ķe sobre a prote√ß√£o e os direitos das pessoas com transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em sa√ļde mental.

A Secretaria Municipal da Sa√ļde (SMS) disse, em nota, que n√£o procede a informa√ß√£o de que houve agress√£o f√≠sica por parte da equipe de abordagem na cena de uso. ‚ÄúO Servi√ßo de Cuidados Prolongados (SCP) da Prefeitura de S√£o Paulo oferece acolhimento e tratamento integral e multidisciplinar para dependentes de √°lcool e drogas com o objetivo de reinserir os pacientes na sociedade do ponto de vista biopsicossocial e econ√īmico‚ÄĚ, diz a nota.

‚ÄúA pasta reitera que a interna√ß√£o compuls√≥ria somente √© deferida por ju√≠zes de direito, n√£o sendo prerrogativa de m√©dicos e de servi√ßos de sa√ļde a sua determina√ß√£o. Todas alternativas dispon√≠veis na abordagem junto aos pacientes s√£o colocadas √† disposi√ß√£o, como plano terap√™utico, interna√ß√£o para desintoxica√ß√£o e ainda encaminhamento para Hub de Cuidados em Crack e Outras Drogas, ou os SCPs. A ades√£o √© volunt√°ria‚ÄĚ, acrescentou.