Paraíba

Brejo paraibano resgata produção de café e agrega atividade ao turismo de experiência

Brejo paraibano resgata produção de café e agrega atividade ao turismo de experiência

PARAIBA.COM.BR

Com mais de 40 produtores de café distribuídos em sete municípios do Brejo paraibano, a cafeicultura foi retomada nos últimos anos e conta com o apoio do Banco do Nordeste (BNB). A instituição financeira está presente tanto na oferta de crédito quanto na estruturação do arranjo produtivo, por meio do Programa de Desenvolvimento Territorial (Prodeter), sendo uma atividade a integrar o turismo de experiência da região, junto com a cachaça.

No mês de abril, o BNB participou do 2º Encontro de Cafeicultura do Brejo Paraibano, que teve como tema “A Nova Geografia do Café: Potencialidades do Nordeste Brasileiro”. Na oportunidade, os gestores apresentaram as plataformas de atuação do Prodeter e o impacto das ações desenvolvidas com o crédito orientado.

O agente de desenvolvimento do BNB, Fernando Magno, que conduz o Prodeter da cafeicultura no Brejo, apresentou um painel demonstrando que a produção do café atualmente envolve conhecimentos e áreas de atuação, como tradições, experiências gastronômicas, feiras, processos de torra e estudos científicos.

Conhecido como polo da cachaça e do turismo rural da Paraíba, o Brejo reúne condições climáticas favoráveis à cafeicultura, agregando valor à experiência turística local. As cidades da região que compõem a cadeia produtiva do café são: Areia, Bananeiras, Pilões, Matinhas, Alagoa Nova, Alagoa Grande e Serraria.

A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) é uma das impulsionadoras do setor ao desenvolver estudos voltados ao cultivo do café arábica. As pesquisas na região registram diversas cultivares com produtividade média acima de 45 sacas por hectare, superior à média nacional, que em 2025 foi de aproximadamente 25 sacas.

“A região já foi um importante território produtor no século XIX e concentra condições favoráveis para o cultivo. Atualmente, a produção integra um ecossistema que soma outras culturas, em que o café vem para agregar valor e aumentar a renda dos produtores”, destaca o professor da UFPB e pesquisador do Núcleo de Estudos em Cafeicultura em Areia, Guilherme Podestá.

O diferencial no cultivo está na busca por cafés de qualidade superior, seja em cultivos tradicionais, seja em cultivos agroecológicos, que seguem padrões rigorosos de qualidade e planejamento em todas as etapas produtivas. O processo inclui plantio cuidadoso, colheita manual, secagem natural por cerca de 30 dias e torra apenas dos grãos classificados como perfeitos, colhidos no ponto ideal de maturação.

O gerente da jurisdição de Solânea, Silvio Carvalho, também esteve no encontro e destacou a oportunidade de resgatar uma cultura que marcou a história da região. “É um momento oportuno para devolver aos produtores um ciclo de prosperidade que agora renasce com mais tecnologia, sustentabilidade e integração com o turismo. O Banco do Nordeste está presente por meio do crédito orientado e do Prodeter, apoiando esse novo momento, fortalecendo a cadeia produtiva e ajudando o café a recuperar seu papel econômico no território”, explicou.

Nesse contexto, o Banco do Nordeste atua com linhas de crédito que contemplam desde o custeio da produção até investimentos em infraestrutura. O crédito envolve linhas como o Pronaf, o FNE Rural, e até mesmo o microcrédito rural Agroamigo. Os recursos são voltados para aquisição de insumos, equipamentos, sistemas de irrigação e melhorias no pós-colheita.

Aliado ao crédito orientado, o apoio do Banco do Nordeste fortalece a sustentabilidade da cafeicultura na região, amplia a competitividade do produto e contribui para a consolidação do café como mais um atrativo econômico e turístico do Brejo paraibano.