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O empresário Antônio Neto Ais, condenado por participação em um esquema que desviou R$ 1,11 bilhão, voltou a se manifestar publicamente nesta semana. Em prisão domiciliar na Argentina, ele realizou uma live nas redes sociais na qual negou as acusações relacionadas à atuação da Braiscompany.
Na transmissão, o empresário afirmou que não houve promessa de rendimentos fixos acima do mercado, contrariando conclusões das investigações. Segundo ele, os contratos firmados com clientes previam apenas ganhos variáveis.
“A empresa não prometia nem 1% fixo mensal. Era variável”, declarou.
Casal segue sem previsão de extradição
Além de Antônio Neto, a esposa dele, Fabrícia Farias, também foi condenada. Ambos cumprem prisão domiciliar na Argentina e, apesar de já haver autorização judicial para extradição, não há previsão de retorno ao Brasil.
A defesa recorreu da decisão, o que mantém o processo em andamento na Justiça argentina.
Condenação e impacto do esquema
O casal foi condenado a penas que chegam a 88 anos de prisão por crimes contra o sistema financeiro. As investigações da Polícia Federal do Brasil apontam que cerca de 20 mil clientes foram prejudicados pelo esquema.
De acordo com as autoridades, a empresa operava com captação de recursos por meio de criptoativos, prometendo rentabilidade aos investidores.
Empresário diz que ficou em silêncio por segurança
Durante a live, Antônio Neto afirmou que evitou se pronunciar anteriormente para proteger a família, que, segundo ele, teria sido alvo de ameaças.
“Eu me mantive em silêncio acreditando que a verdade viria à tona”, disse.
Ele também declarou que não possui restrições judiciais para usar redes sociais e que pretende voltar a se manifestar sobre o caso.
Operação e prisão
A investigação contra a empresa ganhou força com a Operação Halving, deflagrada em 2023. Após mais de um ano foragidos, Antônio Neto e Fabrícia Farias foram localizados em um condomínio de luxo na Argentina, onde permanecem desde então.
Falência da empresa
A Justiça da Paraíba decretou, em fevereiro deste ano, a falência da Braiscompany, consolidando o colapso da empresa investigada por fraudes financeiras.
Como funcionava o esquema, segundo a PF
De acordo com as investigações, investidores transferiam recursos para a empresa, que convertia os valores em criptoativos e prometia retornos financeiros. O dinheiro seria movimentado sem a devida transparência, resultando em prejuízos bilionários.





